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Sobre corpos e uma (utópica) libertação de estereótipos

Hoje, como é dia da mulher, falarei de corpos e das exigências feitas sobre eles.

É comum eu ouvir coisas como “ditadura da magreza” que supostamente diria p/ todas as mulheres serem magras como modelos de passarela. Mas, paradoxalmente no meu caso, eu conheci pouquíssimas que se sentiam pressionadas a isso (sem apresentarem algum transtorno alimentar ou de dismorfia corporal).
Na verdade, quando se fala de pressão externa, sempre vi mais em relação a um corpo “malhado””siliconado” “corpão” e não a um corpo meramente magro.

Eis que surge o plus size que, ao invés de ser visto como mais um leque de opções p/ enriquecer o mundo da moda (e aos poucos mudar a exigência do 36 nas passarelas), muitos viram como chance de depreciar as magras.

O plus size deveria servir p/ mostrar que ninguém (principalmente essas que sofrem com dietas rigorosas) precisa desrespeitar os limites do corpo p/ ser bonita.
Mas vejo muita gente usando isso p/ dizer “essas são mulheres de verdade” ou “essas modelos/pessoas magras são desnutridas, parecem anorexicas”. Ou seja, mulheres magras são “de mentira” e todas doentes, uma propagação de um certo “ódio” às magras. Muitas modelos sofrem, sim, por não serem naturalmente magras e têm que fazer mil dietas p/ entrar na roupa que cabe em todo mundo, mas a maioria é magra por genética. Essas generalizações são apenas mais um estereótipo negativo que não se aplica ao grupo inteiro. Não precisa disso! É tentar combater um preconceito com outro. Fico me perguntando quando viveremos num mundo onde, quando saudáveis, todas as medidas virão a ser consideradas normais…

Bem, essa da foto num é gorda não, mas foi a melhor que achei com os dois exemplos.Sorry!

E  estereótipos negativos (tanto o usado p/ gordas quanto p/ magras) que fazem com que os que estão fora do padrão (que não é especificamente a magreza e sim o “malhado” “sarado” “corpão”) fiquem com auto-estima baixa, mais propensos à insegurança.
E como se reverte essa insegurança? é preciso desenvolver o auto conhecimento.  [behaviorism mode on] Para Skinner (1982) “O autoconhecimento é de origem social. Só quando o mundo privado de uma pessoa se torna importante para as demais é que ele se torna importante para ela própria…” pois “então ingressa no controle de comportamento chamado conhecimento. Mas autoconhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se ‘tornou consciente de si mesma’, por meio de perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento.” (p.31).
mais aqui
E não é fácil, já aviso, mas também não é impossível. É se perguntar o que está sentindo, pq está sentindo, o que pensa e pq pensa dessa forma (pensar também é um comportamento!) como pode agir no ambiente p/ mudar isso, se precisa de ajuda profissional para conseguir, dentre outras coisas.
P/ alguns essa insegurança é revertida com a mudança no corpo. Se este é seu caso, avalie bem isso, os prós e contras e, se ainda assim quiser mudar, faça-o respeitando seus limites, mesmo que demore. Auto controle também é muito importante. sobre auto controle aqui
[behaviorism mode off]

Referência
SKINNER. B. F. (1982) Sobre o behaviorismo. São Paulo: Cultrix/Edusp.

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